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Infinito Particular ...



É inquietante a voz na minha cabeça me perguntando se vou ter-te pra sempre, para todo o nosso sempre, quis dizer. Cale-se, disse-a. E foi num simples acaso que você me encontrou. Digo isto, porque você realmente me encontrou. Cabeças baixas a martelar. E um silêncio cômico e repetido, silêncio, no ar. E tenho as fortes e vívidas lembranças de ter visto vidas andar inocentemente pelo vale da morte. Soube até que teve entreolhares. Teus olhares imperceptíveis me rodeavam e eu duvidara da sorte por um bom tempo. Tanto que, nenhuma lembrança do teu rosto me foi dada. Sinto todas as tuas palavras, sussurrando. Baixinho, e ao passar pela linha dos teus lábios, elas ficam doces. Consequência. Mas, aí vem o fluir de duas almas lúcidas e sonhadoras, que acreditam no amor e em seus milagres. Que acreditam entrar no íntimo, um do outro, mesmo com a distância. E na autoajuda revogável, na tua ajuda. Não tente. A voz, além de perguntas, me dá certezas. ‘’Vai dar certo’’!. Sinto que estou melhorando. Graças às suas orações, posso levantar o olhar cabisbaixo, sem medo do choque que os olhos vão levar do sol. Passa, como qualquer dor. Um abraço. Uma foto. Uma água de presente. Lembranças! Simples e carentes, aceitas e abraçadas, guardadas e protegidas, avulsas e beijadas. Eu, realmente, não sei o que eu fiz pra merecer você. Quero ter-te. Para todo o nosso sempre!

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