Pages

Shut up!

     Soltei um sopro quente e bufante pra não gritar, conto nos dedos o que e quem consegue tirar minha paz. O sopro não foi suficiente pra aliviar o stress. Tranquei-me e mordi o lençol com um grito abafado. Calma! Soou ordinário. Sorria os olhos e saia, disse a mim mesmo. Um, dois, três... Saí. Isso é o que chamo de flexibilidade. Queria mesmo era atirar vasos e vidros, gritar. Não consigo, porque não é preciso demonstrar fúria para mostrar que és potente, pelo contrário, seja potente suficiente a ponto de ofuscar a raiva. Isso é até mais irritante pra quem tenta te corromper. Mas se tens a capacidade de enfurecer-se, ótimo. Faça isso! Só não deixe ferir seu orgulho.

1 dizeres:

Tamires Ferreira. disse...

Nossa.Aprecio sua maneira de expressar sua fúria!Mas isso te machuca,porque a raiva continuará ali.Quebrar tudo e explodir também não resolve muita coisa.E o mais prudente é dizer tudo o que machuca a Deus.Só ele p sarar e dar paz ao nosso coração.Mas,variavelmente,quando estou tempestuosa e algo me aflige eu comprimo os lábios e a raiva é mordiscada,depois respiro um ar carregado de ira.Alivia a princípio mas não retira o ressentimento,que fica arraigado nas entranhas.Você passa muita sinceridade e transparencia no que escreve,e no que fala também.Admiro muito isso,honestidade.E a maneira de transcrever um episódio corriqueiro em poesia é muito íntimo e original.Um grande abraço da sua amiga,Tammy.Bjo*)

Postar um comentário